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Antes de começar a trilha de PowerShell, vale conhecer a ferramenta que vamos usar em todos os exemplos: o Windows PowerShell ISE (Integrated Scripting Environment). Ele já vem instalado no Windows e junta, na mesma janela, um editor de scripts e o console do PowerShell: você escreve, executa e vê o resultado sem trocar de programa.
Este post é uma dica para quem está começando, não um tutorial completo do ISE. A ideia é mostrar o suficiente para você acompanhar a trilha com tranquilidade: abrir o ISE, conhecer as áreas da janela, executar os primeiros comandos e usar alguns recursos que deixam o trabalho mais rápido, como o preenchimento automático e o painel Commands.
Já conhece o ISE? Fique à vontade para pular direto para o próximo passo da trilha: Primeiros passos no PowerShell.
Abra o menu Iniciar e digite ISE. Aparecem duas opções: Windows PowerShell ISE e Windows PowerShell ISE (x86). Use a primeira; a versão (x86) é de 32 bits e só é necessária em casos específicos.
Para tarefas que exigem administrador, clique com o botão direito e escolha Run as administrator. Para os exemplos da trilha, a abertura normal basta.
Se o ISE não aparecer na busca, ele pode ser adicionado em Settings > Optional features (Configurações > Recursos opcionais, no Windows em português).
A janela do ISE tem três áreas:
Painel de script (em cima): onde você escreve e edita scripts, com abas para vários arquivos.
Console (embaixo): o mesmo console do PowerShell, onde os comandos rodam e os resultados aparecem.
Painel Commands (à direita): uma lista pesquisável de todos os cmdlets, com campos para preencher os parâmetros.
Se o painel de script não aparecer, use o menu View > Show Script Pane ou o atalho Ctrl+R. O painel Comandos aparece em View > Show Command Add-on.
Clique no console, digite Get-Service -Name Spooler e pressione Enter. O resultado aparece logo abaixo, como no console comum do PowerShell.
O painel de script é onde o ISE faz diferença. Digite as duas linhas abaixo no painel de script:
# Windows PowerShell 5.1
Get-Date
Get-Service -Name Spooler
Agora você tem duas formas de executar:
F5 (ou o botão de triângulo verde, Run Script): executa o script inteiro.
F8 (ou o botão Run Selection): executa só as linhas selecionadas.
Pressione F5 e veja as duas saídas no console.
Agora selecione só a linha Get-Date e pressione F8: apenas ela é executada. É assim que testamos um trecho ou uma função logo depois de escrever, sem rodar o resto do script.
Se um comando demorar ou travar, o botão vermelho Stop Operation (Ctrl+Break) interrompe a execução.
Enquanto você digita, o ISE sugere cmdlets, parâmetros e caminhos. Digite Get-Se no painel de script e aparece uma lista com os comandos que começam assim; use as setas e Enter para escolher. Depois do nome do cmdlet, digite um hífen e a lista passa a mostrar os parâmetros. Se a lista não abrir sozinha, pressione Ctrl+Espaço.
Quando você não lembra o nome de um cmdlet ou dos parâmetros, o painel Commands ajuda. Digite parte do nome no campo de busca (por exemplo, Service), clique no cmdlet e o painel mostra um campo para cada parâmetro. Preencha o que precisar e clique em Run para rodar, ou em Insert para colocar o comando pronto no console. O botão ? abre a ajuda do cmdlet.
Use File > Save As, escolha uma pasta (nos próximos posts usamos C:\Scripts) e salve com a extensão .ps1. Uma aba com asterisco no nome (por exemplo, Untitled1.ps1*) indica alterações ainda não salvas.
Um aviso: depois de salvo, o F5 passa a executar o arquivo, e aí vale a política de execução do Windows. Se aparecer a mensagem "running scripts is disabled on this system", não é erro no script; explicamos o motivo e a solução no post De comandos a scripts no PowerShell.
Zoom: o controle no canto inferior direito, ou Ctrl+roda do mouse, aumenta a fonte; útil em apresentações e em telas pequenas.
Snippets: Ctrl+J abre uma lista de modelos prontos, como a estrutura de uma função ou de um try/catch.
Limpar o console: digite cls e pressione Enter.
Localizar: Ctrl+F procura um texto no script aberto.
O ISE é ótimo para começar, mas não recebe mais novidades da Microsoft e só trabalha com o Windows PowerShell 5.1. Depois de pegar o básico, vale migrar para o Visual Studio Code com a extensão PowerShell, que também funciona com o PowerShell 7.
Com o ISE aberto e as três áreas na cabeça, você já tem tudo o que precisa para acompanhar a trilha: escrever no painel de script, executar com F5 ou F8 e conferir o resultado no console. O próximo passo é o post Primeiros passos no PowerShell.
Esta série tem quatro passos. Se você está começando, siga na ordem:
PowerShell ISE (você está aqui)